quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Foi só felicidade. Do fim ao início.

O dia está quase acabando e ela acabou de entrar aqui no Skype. Ela acabou de entrar aqui no Skype, da casa dela. Tá certo que a internet ainda está engatinhando porquê o serviço ainda está sendo feito, mas dá para trocar meia dúzia de palavras. Para mim, essa já é a melhor internet do mundo. 

Pronto. Exatamente agora os homens da "Three Rivers", empresa de telecomunicações da cidade, acabaram de instalar tudo e a internet realmente ficou a melhor do mundo. Pronto Leandro. Agora você já pode conhecer melhor a casa dela, o quarto dela, até os companheiros dela. Agora você já pode dormir sossegado e, de preferência, com a câmera ligada para ela velar o seu sono. Ainda nåo dormi, mas já estou sonhando.

Um pouco mais cedo, eu vim para casa depois do trabalho e ela veio comigo de novo. De novo aquele caminho deixou de ser o das boas lembranças para se transformar em ótimas lembranças que eu ainda vou ter. Hoje ainda era dia quando saí do trabalho. À luz natural, deu para ela também me ver pela câmera. Com certeza viu o meu sorriso escancarado por ela estar ali. Com certeza notou a minha felicidade que, as vezes, me fazia perder até as palavras, me fez até errar o caminho. Com certeza o banco do passageiro do meu fusquinha tem dona. É só dela. À luz natural ela identificou alguns prédios da cidade. Ela sempre foi muito boa em "caminhos" e era ela quem sempre me ensinava a chegar à qualquer lugar. Agora ela foi embora e as vezes sinto que, enquanto ela nåo voltar, eu nåo vou chegar a lugar nenhum.

Mais cedo ainda ela estava na biblioteca e lá a conexão é boa. Lá eu consigo vê-la na frente daquelas estantes cheias de livros. Lá eu consigo dizer à ela tudo o que eu gostaria que ela soubesse. Lá eu ouço ela dizer coisas que me encantam, que são exatamente tudo o que eu precisava ouvir. Lá eu leio coisas que me fazem muito feliz. Eu sempre gostei muito de ler, mas nunca quis me mudar, de mala e cuia, para uma biblioteca como quero agora. 

Antes disso o dia foi normal. Trabalho, almoço, trabalho. Até que me ligou o pai dela. É, é isso mesmo. O telefone tocou e do outro lado da linha era o meu sogro. Que prazer poder falar com ele por alguns minutos. Que vontade de voltar à casa dele para, junto com ela, conversarmos um pouco sobre tudo. Que saudade do Gugui, ele é, simplesmente, a criança mais fantástica que existe. Que saudade da família inteira em volta daquela mesa e em cima dela, sempre um prato delicioso. Que saudade viu?

Depois foi a vez do meu telefone celular. Minha sogra querida dizendo que o meu amor estava nas páginas do jornal. Que orgulho eu senti ao saber dessa notícia. Que felicidade eu senti de ter sido ela a me contar. Que felicidade eu sempre sinto quando meu telefone toca e vejo o nome da minha sogra escrito na tela. Que saudade viu?

Antes disso foi acordar e esperar por tudo isso acontecer.

Tô aqui, olhando para nós dois, no meu álbum de fotos. Tô aqui esperando pelo dia de fazer pose junto com você, depois de pedir para algum gringo tirar uma foto nossa. Tô te esperando para viver.

Te amo infinito.

Boa noite e até amanhã.

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