sábado, 28 de fevereiro de 2009

Tô bobo.

A quanto tempo eu só fazia aquele caminho até a metade. A quanto tempo eu virava a direita querendo seguir em frente. A quanto tempo eu saia de casa de manhã e voltava a noite sem chegar onde eu realmente queria chegar. A quanto tempo a casa do Meu Amor, que sempre foi e sempre vai ser o meu destino preferido, era só uma lembrança boa.

E foi só a porta se abrir para eu saber porque são tão boas as minhas lembranças. Foi só a porta se abrir para eu me lembrar de tudo. Aquela sala me faz bem demais, me faz feliz demais. Me lembro, como se tivesse sido hoje à tarde, da primeira vez que entrei ali. Daquele dia em diante, eu fiquei assim: bobo.

Bobo de ver como é linda a casa onde vive a Minha Vida. 

Bobo de ver como tudo ali combina com ela. Como tem a cara dela tudo ali.
Bobo porque, tudo que tem a cara do Meu Amor, é lindo demais.
Bobo de ver os sentimentos que aquela casa tem, de poder senti-los.
Bobo de ver a felicidade, o respeito, o carinho, o cuidado, a paz pairando no ar.

Bobo de ver fotos de momentos que passaram enquanto eu nem existia. De descobrir que, agora, mesmo sem ter passado por tudo aquilo, aquilo tudo faz parte de mim. É um pouco da minha vida. Que eu não existo mais sem eles.

Bobo de estar de novo naquela sala. No lugar onde eu sempre, sempre, sempre sonhei estar. Sempre mesmo. Sempre desde o dia em que a vi pela primeira vez. Desde o dia em que percebi que, por todas as vezes que eu a visse, eu ia desejar que ela fosse minha. Que eu ia desejar ser só dela.

Bobo de ver a sala que minha sogra faz questão de fazer para mim. Que eu nuca vou esquecer. Que eu vou fazer questão de retribuir fazendo o que eu tenho certeza que é o que ela espera de mim: a filha dela sorrir.

Obrigado por mais um dia iluminado na mais iluminada de todas as casas. 

Obrigado pela vida que vocês me fazem ter.

Amo muito vocês.

Boa noite e até amanhã.

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