Fiquei ali, na frente das prateleiras um bom tempo. Abria um, lia com atenção, fechava de novo. Abria outro, lia com mais atenção ainda, fechava mais uma vez. Acho que li todos. Acho que nunca prestei tanta atenção. Acho que deixei todos fechadinhos lá. Acho que por aqui, nåo se faz cartão como se faz cartão em Montana. Acho que, em Montana, eles adivinham melhor o que a gente quer dizer.
Fiquei ali até perceber que nenhum cartão ia contar a história que eu preciso contar. Nenhum cartão vai resumir em poucas palavras o que eu sinto, o que eu desejo, o que eu sonho, o que eu sou por ser assim, completamente apaixonado por ela.
Foi por isso que sai de lá como entrei. Pensando nela, em como fazê-la feliz, em como dizer o que quero dizer. Foi por isso que sai de lá como entrei. Com as mãos abanando. Ainda nåo foi dessa vez que achei o cartão. Ainda, porque nåo vou desistir. Ainda nåo é dessa vez que ela vai receber um envelope escrito Brasil com "s" mesmo. Ainda. Mas o que vai estar escrito dentro dele, ela pode ler já.
Amor da minha vida,
Agradecer o que você faz por mim é pouco. É muito pouco tentar fazer o mesmo por você. Pouco é o que eu sou perto do que você merece que eu seja. Pouco é qualquer sacrifício para te ver sorrir. Pouco é qualquer esforço para que você nåo tenha que fazer esforço nenhum. Pouca é a minha espera perto do que nos espera. Poucas são as lágrimas. Pouco, mas muito pouco mesmo, é o tempo que me separa de você.
Obrigado por tudo Vida Minha. Obrigado pelo muito que você faz por mim. Muito é o que você representa, é o que você significa. Muita é a saudade, é a vontade. Muito é pouco demais, é uma palavra pequena demais, para explicar o quanto eu te amo.
Para vida inteira.
Boa noite e até amanhã.

Nenhum comentário:
Postar um comentário